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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Quer saber a música que tocava no dia em que você nasceu?


Site bem legal que mostra a música que tocava no dia do teu nascimento!!! Qual era a música que estava no topo das rádios no dia em que você nasceu? O site This Day In Music responde essa pergunta. Você pode consultar a data nas paradas musicais australiana, inglesa e americana, entre 1946 e os dias atuais.



Algumas músicas estão disponíveis para ouvir on-line. Para acessar: http://bit.ly/gtTf

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Samsung Galaxy S 2 GT-I9100




Acessórios e embalagem
Acessórios? esse foi o grande fail da Samsung com respeito ao Galaxy S2. Como pode um smartphone de 2K Reais vir somente com fone de ouvido de acessório, pois carregador e cabo USB não pode nem ser contado como acessório.



Quando você tem em mãos um smartphone com a melhor tela no mercado com 4,3 polegadas obviamente você irá usá-lo como GPS, mas a Samsung não colocou um suporte para GPS de carro, ou quando você tem um smartphone que grava e reproduz vídeos em full HD 1080p mais cedo ou mais tarde você irá querer assistir os vídeos em uma TV de alta definição, mas será preciso comprar um cabo para isso porque a Samsung não inclui no pacote, enfim, se você querer qualquer acessório do Galaxy S2 será necessário ser comprado a parte, então o que já é caro se torna mais ainda.



A caixa dele é muito parecida com a do iPhone, já que imitou o smartphone da Apple na quantidade de acessórios a caixa também teria que ser igual.

O grande concorrente do Galaxy S2 é o Motorola Atrix, porém a diferença é que o Atrix vem com muitos, mas muitos acessórios e nesse quesito o S2 perde feio na hora da escolha.

Design e construção

Depois da critica acima saibam que daqui para frente é só elogios a começar pelo acabamento do S2, ele é muito bem feito a começar pela tela que tem Gorila Glass então é uma preocupação a menos com arranhões, e o resto do corpo do aparelho, assim com a tendência atual, é feito todo em plástico mas no caso do Galaxy S2 dá para notar que o material usado foi de ótima qualidade, um exemplo é a “tampa contorcionista” da bateria, note na foto abaixo a resistência dela.



Em volta de toda a frente há uma espécie de aro cromado, mas também é de plástico, mas mesmo assim dá um ar de sofisticação no aparelho.

Quanto ao design ele é muito bonito, não há como não compará-lo com o iPhone principalmente por ser meio quadradão. Na parte da frente há um botão direcional físico e em ambos os lados do direcional há botões de toque que só aparecem quando você os toca, então aparece a iluminação deles.
 
Em uma das laterais temos o botão de ligar o aparelho e do outro lado os botões de volume. Mais uma vez a Samsung não colocou um botão dedicado para a câmera e sinceramente acho isso indispensável pois odeio tirar fotos tocando na tela.

Na parte de cima do aparelho temos a saída de fone de ouvido P2 padrão e embaixo o conector micro USB, mais detalhes adiante.



Atrás há a câmera de 8MPx e os altos falantes, um detalhe que poderia fazer diferença é se ele tivesse um microfone atrás dedicado para gravações de vídeos assim como o Xperia arc, pois como ele filma em full HD uma melhor qualidade de gravação de sons seria muito bem vinda.

Olhando de frente o Galaxy S2 é um aparelho grande, afinal ele possui uma tela de 4,3 polegadas, porém basta você colocá-lo no bolso para perceber que ele não incomoda nem um pouco, na verdade é perigoso até você esquecer dele, desculpem eu exagerei, mas o fato é que isso só é possível graças a uma de suas maiores características: a sua espessura, ele possui apenas 8,45mm e graças a isso carrega o titulo de smartphone mais fino do mundo, as outras medidas são 125.3mm de altura e 66.1mm de largura.



Como comentado anteriormente o Galaxy S2 não possui uma saída mini HDMI como acontece com a concorrência mas diferente do que muitos dizem é possível sim enviar sinais de alta definição, porém é usada a saída micro USB, isso só é possível graças a tecnologia chamada MHL que é a sigla de Mobile High-Definition Link, ele é um protocolo de comunicação desenvolvido por um consórcio de empresas como Sony, Toshiba, Nokia, Silicon Image e a própria Samsung, através de um cabo especifico é possível conectar a saída micro USB diretamente em uma entrada HDMI e transmitir vídeo e áudio em alta definição.

Tela de 4,3 polegadas Super AMOLED Plus

Ok, a Samsung não é muito criativa para dar nomes as suas telas, fico só pensando no nome da próxima. Mas voltando a tela, sinceramente acho que essa é a melhor tela que já tive oportunidade de usar, não falo somente do seu brilho e contraste inigualável mas também a sua sensibilidade, em nenhum momento algum toque falhou.



Quanto ao brilho e o contraste já familiar das telas de AMOLED, na tela do Galaxy S2 ficou ainda melhor, mesmo tendo uma resolução inferior ao do seu rival Motorola Atrix, 480 x 800 px contra 960 x 480 px, se olharmos bem de perto os ícones, dá para perceber que no S2 a imagem fica menos pixelizada. Para entender o porque disso, sugiro a leitura do review do Atrix. A imagem abaixo compara as duas telas.



É interessante destacar que a imagem da tela do Galaxy S2 mesmo debaixo da luz direta do sol, é perfeitamente visível, lembrando que isso não acontece em 90% dos outros smartphones.

Só para lembrar, o grande problema do Galaxy S foi seu GPS que era difícil de conectar com os satélites, isso quando se conectava. A Samsung resolveu o problema no Galaxy S2, porém comparando ele lado a lado com o Motorola Atrix, o Atrix sempre se mantinha com o sinal de GPS mais forte, embora isso ele tenha perdido a conexão nenhuma vez

Hardware e desempenho

Abaixo um resumo do Hardware do Galaxy s2:

Processador Qualcomm 8260 Snapdragon de 1.2 GHz dual core

Tela de 4,3 polegadas de Super AMOLED Plus com aceleração 3D Adreno 205

Câmera frontal de 8MPx com auto focus e frontal de 2MPx

Gravaçã de vídeo em full HD (1080p) há 30fps

Memória interna de 16GB expansível através de cartao Micro SD

Navegação AGPS com bússola digital, girômetro

Acelerômetro, sensor de proximidade e de iluminação.

Indiscutivelmente o Galaxy S2 tem o Hardware mais potente atualmente e isso reflete diretamente no seu desempenho.

O Samsung Galaxy S2, diferente do Atrix, já vem rodando o Android 2.3 Gingerbread, não vou me alongar em falar do Android, afinal Android é Android independentemente do smartphone, porém vou destacar uma característica do Gingerbread que ajuda no desempenho do Galaxy S2, o fato é que o Android 2.3 gerencia de modo muito mais eficaz a memória do celular, isso consequentemente o torna bem mais rápido. Ele sabe qual aplicativo ou processo deve permanecer aberto e qual deve ser fechado, sendo assim ele automaticamente diminui o consumo de memória RAM.

Falando do desempenho do Galaxy S2 o maior contribuinte para isso é seu processador, afinal o S 2 foi destacado pela Samsung como o primeiro dual core de 1,2GHz, tanto que na própria caixa do aparelho vem destacada essa informação. Um processador dual core faz diferença dependendo do perfil do usuário, já falei sobre isso aqui. Apenas relembrando, embora outros smartphones single cores como o Xperia arc tenham um desempenho muito bom, a experiência com o Galaxy S 2 é superior, depois de abrir praticamente TODOS os aplicativos que havia instalado no aparelho ele incrivelmente continuou funcionando sem travar, claro que conforme eu disse acima isso também é graças ao Android 2.3 Gingerbread que ajuda na hora de escolher qual aplicativo fica ou não aberto, porém o Galaxy S 2 se manteve estável não importando qual aplicativo estivesse aberto, note que não estou falando que ele nunca trave, mas são raras essas ocasiões.

Nos testes de benchmarks, ele foi superior ao Atrix em todos, mas o destaque fica no aplicativo Quadrant que no geral ele apresentou pontuação acima de todos os outros fabricantes, no vídeo review logo abaixo vocês poderão ver todos os testes.

Nos testes práticos podemos começar pelo navegador de internet, todos os sites abriram rapidamente mesmo aqueles com conteúdo em Flash, páginas com vídeos do Youtube inseridos também foram abertas normalmente como se fosse a partir de um computador pessoal, ou seja, sem necessidade de abrir o aplicativo feito para isso.



Outro ponto a se destacar é a parte multimídia, no momento de rodar vídeos em HD seja na resolução 720p ou 1080p (full HD) o Galaxy S2 não mostrou nenhum dificuldade, só faltou mesmo a opção de transmitir o sinal para uma TV de alta definição, mas como ele não acompanha um cabo para esse fim não pude testar.

Com respeito ao desempenho para jogos o S2 não teve nenhuma dificuldade, todos os jogos testados rodaram facilmente até jogos pesados como Real Football ou Samurai Vengeance rodarão perfeitamente. Porém vale lembrar que os melhores jogos atualmente são os desenvolvidos com exclusividade para aparelhos com processador nVidia Tegra 2 como por exemplo o Motorola Atrix, mas usando o aplicativo Chain 3D (O Galaxy S2 precisa estar rooteado) é possível instalar os drivers do processador da nVidia e consequentemente rodar esses jogos.



Falando sobre a bateria, ele tem uma de 1500mAh, ela é maior que o normal, porém como telas de AMOLED consomem mesmo ela parece que deu uma vida útil a mais aos aparelho, vale lembrar que ainda não existe nenhum Android que seja satisfatório nesse quesito, sendo assim analisamos qual é o menor pior, no caso do S2 ela tem praticamente a mesma duração que a do Atrix, usando ele com 3G e WiFi ligados diretos e usando algumas vezes o GPS e jogando, a bateria aguentou 1 dia e meio.

Software e interface

Mais uma vez vou enfatizar que o review é do smartphone Galaxy S2 e não do Android.

O Galaxy S2 traz novamente a interface TouchWiz da própria Samsung, no geral ela lembra a interface do iPhone, não acho isso ruim mas muitos acham. O que mais gostei foi o banho de loja que o Android recebeu, são detalhes que fazem diferença como os ícones coloridos nas telas de configurações. Graças a esse banho de loja o Android ficou mais amigável já que, por exemplo, ele coloca cores nos ícones no menu de configuração além que a edição da tela e widgets são bem mais intuitivas no TouchWiz que na interface tradicional do Android.



A navegação pelas telas é feito na vertical, não na horizontal como no Android puro.

O Galaxy S 2 também vem com alguns recursos instalados nativamente que utilizam seus sensores. Um deles é a possibilidade de que quando você receber uma chamada e não puder atender basta virar o telefone com a tela para baixo que ele silencia automaticamente. Outro recurso é a possibilidade de mudar um Widget ou ícone de uma tela para outra sem arrastá-lo, basta pressionar e movimentar o celular, fazendo isso às telas começam a passar pelo celular deixando que você escolha aonde quer deixar o ícone, a LG usa esse recurso de forma semelhante utilizando o botão G Sensor.

Um aplicativo que vale a atenção é o editor de fotos que vem nativamente instalado no aparelho, com ele você consegue bons efeitos como focalizar determinado objeto em uma cena e deixando o resto desfocado, nesse post há um slide com vários exemplos.

Outro aplicativo interessante que vem pré-instalado é o Polaris Office que se trata de uma suite Office completa compatível com todas as versões do Pacote Office da Microsoft, para ficar melhor só faltou ele sincronizar com o Google Docs.

Câmera

A câmera do Galaxy S2 tem 8MPx, porém o grande destaque fica por conta da possibilidade de gravar vídeos em full HD há 1080p. Quando o assunto são fotos, as tiradas pelo Galaxy S2 são boas, não se compara por exemplo com as fotos tiradas pelo Nokia N8, porém as fotos são superiores as tiradas pelo Atrix e é quase no mesmo nível que as do Xperia arc, porém o arc ainda é superior por ter uma lente maior e consequentemente melhor desempenho na ausência de luz. Abaixo fotos tiradas pelo S2 e depois um vídeo feito usando o Galaxy S2.



 
Pró e contras

Como sempre digo não existe o smartphone perfeito e sim o perfeito para cada tipo de usuário. Embora o Galaxy S2 seja bom em praticamente todos os aspectos, sempre existe algum defeito. Vamos a lista de prós e contras:

Prós

Melhor tela no mercado

Processador dual core d 1,2GHz

filma vídeos em full HD

Roda o Android 2.3 Gingerbread

Rápido para qualquer tipo de atividade

Aparelho muito estreito com apenas 8,45mm

Contras

Ausência de acessórios inclusos no pacote

Preço muito elevado


Conclusão

Se você está procurando um smartphone que pode ser considerado o mais potente da atualidade com processador dual core de 1,2GHz, câmera de 8MPx que grava vídeos em full HD e tem a melhor tela disponível no mercado, o Galaxy S2 é indicado para você, claro se você estiver disposto a pagar quase R$2000,00 em um aparelho que não é acompanhado com nenhum acessório e você, se querer, terá que comprar tudo a parte aumentando ainda mais o investimento.

Galeria de fotos









domingo, 3 de julho de 2011

Morre o ex-presidente Itamar Franco

Morre o ex-presidente Itamar Franco

O senador e ex-presidente Itamar Franco (foto) morreu neste sábado, aos 81 anos, no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele foi diagnosticado com leucemia e estava internado desde o dia 21 de maio. Na sexta-feira, o estado de saúde do ex- presidente piorou e foi levado para a UTI, com pneumonia grave. De acordo com o boletim médico divulgado na sexta-feira, Itamar respirava por aparelhos.

Itamar Augusto Cautiero Franco talvez seja o único mineiro que tenha nascido em alto-mar. Foi em junho de 1930, quando sua mãe viajava em um navio do Rio de Janeiro para Salvador e por isso foi obrigada a registrar o filho na capital baiana. No ano seguinte, o "erro" seria corrigido com o registro da certidão de batismo, que traz Juiz de Fora como sua verdadeira terra natal.

Na cidade mais importante da Zona da Mata mineira Itamar viveu a infância e a juventude ao lado da maior parte de sua família. Era órfão do pai, que morreu antes que ele nascesse. Descendente de italianos, a mãe Itália Cautieiro passou um dobrado para manter a família com a venda de marmitas. Ela morreu em 1992, vinte dias antes da posse oficial do filho caçula como presidente da República do Brasil. Mas essa é outra história.

Itamar gostava de jogar basquete. No fim da adolescência, escolheu seguir a profissão do pai e formou-se em Engenharia Civil e Eletrotécnica na Universidade Federal de Juiz de Fora. No entanto, a militância estudantil no Diretório Acadêmico foi mais prolífica do que a lida com planilhas e cálculos, ainda que no início da carreira o tino para a política tão parecesse algo tão definitivo: aos 28 anos candidatou-se a vereador pelo PTB e perdeu as eleições. O mesmo ocorreu quatro anos depois, quando tentou ser vice-prefeito.

Por ser amigo do governador mineiro Magalhães Pinto, sobreviveu ao golpe de 1964 e não foi cassado, como ocorreu com a maior parte dos colegas do PTB. A primeira vitória chegaria em pouco tempo. Filiado ao MDB, foi escolhido prefeito de Juiz de Fora em 1966, feito que se repetiria em 1972, ao ser reeleito. Como administrador da sua cidade de coração, dividiu a experiência de poder com figuras que vinte anos depois escolheria para ocupar cargos chaves no Planalto Central, como o professor Murilo Hingel (futuro ministro da educação), Mauro Durante (futuro secretário-geral), Djalma Moraes (Comunicações), Alexis Stepanenko (Planejamento) e a família de Henrique Hargreaves (Casa Civil).

No governo federal, formariam juntos o núcleo daquela que viria a ser conhecida conhecida como a República de Juiz de Fora, ou República do Pão de Queijo. Mas ainda chegaremos lá.
Itamar Franco era daqueles tipos de líder que não se isolam na hora de tomar decisões - no seu caso, quase todas cheias de suspense e emoção. Preferia estar cercado por colaboradores e mantinha o hábito de consultar pessoas simples - do garçom do cafezinho à faxineira - para arejar a mente ao ser desafiado a tomar medidas complexas.

Já era assim em 1974, quando exercia o segundo mandato como prefeito e decidiu renunciar para concorrer ao Senado pelo mesmo MDB. A decisão final só veio depois de ouvir a opinião do seu motorista, minutos antes do prazo.

- A vontade dele sempre prevalecia no final, apesar de ser um bom ouvinte e não ter vergonha de voltar atrás - lembra e contemporiza o fiel escudeiro Henrique Hargreaves.

Naquele tempo também era possível observar os primeiros sinais da estrela que carregaria por toda vida: algo que muitos chamariam de senso de oportunidade, outros classificariam como pura sorte. As chances de vitória na disputa pelo Senado eram as mais remotas.

O candidato natural do MDB era Tancredo Neves, mas o mineiro temia perder para o candidato do partido do Regime Militar, a Arena, por isso lançou Itamar ao sacrifício. Na hora das urnas, a oposição surpreendeu em todo o Brasil. Itamar foi eleito por Minas e repetiu a dose em 1982, com o partido já renomeado como PMDB.

Perdeu o controle da legenda em Minas em 1986 e tentou o governo do Estado pelo PL. Mas foi derrotado por Newton Cardoso, justamente o candidato do PMDB. Voltou para o Senado e encerrou o mandato com a participação na Assembleia Constituinte de 1987 no currículo.

Desde a época em que era prefeito, Itamar gostava de dizer que se considerava um político de esquerda, embora pouquíssimas vezes tenha composto com os partidos mais tradicionais deste campo. Foi mais eficiente que os colegas na hora de reforçar a imagem de político com postura pública marcada pela seriedade e a austeridade. 

Surpreendeu a muitos correligionários quando aceitou ser vice candidato na chapa de Fernando Collor (PRB) à Presidência, em 1989. Mas era a única e melhor chance de alcançar o cargo máximo da República, o que viria a acontecer em pouco tempo.

O temperamento intempestivo do mineiro e do cabeça da chapa não poderia ter outro resultado: desde a campanha os dois se desentendiam com frequência e o clima não ficou melhor quando Collor assumiu o cargo. Itamar sempre foi uma pessoa difícil de lidar. Não era vaidoso. Mas orgulhoso, sensível a críticas e muito agarrado às suas causas.

Achava que era perseguição Collor escolher justamente a Usiminas na primeira etapa de um processo de privatização, ao qual se opunha inicialmente. Quando contrariado, tremia até o topete (mantido desde a juventude e sem adição de produtos de beleza, garantem os mais próximos).
Um ano e meio depois da eleição, escândalos de corrupção envolvendo pessoas diretamente ligadas ao presidente começaram a manchar o mandato e meses antes do impeachment de Collor Itamar percebia que a situação era insustentável.

Naquela época já reunia auxiliares para que diagnosticassem os principais problemas do país e iniciassem um desenho do que poderia vir a ser o seu governo. Com o afastamento definitivo de Collor, assumiu o cargo apoiado por um amplo leque partidário, num esforço claro para manutenção da ordem democrática há tão pouco tempo conquistada.

- Pode orgulhar-se a Nação capaz de dominar as suas mais graves crises políticas na ordem da Lei. Sábio é o povo que, na conquista e preservação de sua própria liberdade, expressa veemência no clamor das ruas e na serenidade de seus atos - discursou pela primeira vez na TV como presidente, às vésperas da passagem de 92 para 93.

Apesar da amplitude de apoio ao seu governo, o núcleo duro era mesmo formado pelos amigos do tempo de Juiz de Fora, somados a poucos parceiros da época do Senado, como Maurício Corrêa, que viria a ser nomeado ministro da Justiça. Não havia outro jeito, afinal, conhecia pouca gente no Rio ou São Paulo, e não tinha canais com o mundo acadêmico, empresarial ou sindical.

Até mesmo no mundo político sua base era considerada precária e pouco capilarizada. Ainda assim Itamar foi hábil suficiente para garantir a estabilidade política do país depois do maior escândalo político da vida nacional.

O núcleo estava sempre por perto e o aconselhava, mas não foi capaz de evitar um dos episódios mais curiosos do período. Com o suspeito argumento de que o último presidente a participar do carnaval teria sido Hermes da Fonseca, em 1913, Itamar partiu para o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro em fevereiro de 1994, onde protagonizou cena inesquecível ao lado da "modelo" cearense Lilian Ramos, de 27 anos.

O encontro (foto) ficou famoso por causa de uma ausência: a calcinha da jovem com quem sambou, trocou palavras de pé de ouvido e até telefones. Jantariam na noite seguinte, se a imagem do presidente da República em flerte explícito com uma mulher seminua não tivesse rodado o mundo e instalado uma crise que, no fim das contas, só serviu para encerrar abruptamente o romance.

No seu governo a população participou do plebiscito que reafirmou a escolha do regime presidencialista para o país. Promoveu o fim da hiperinflação (que chegava a 1.100% em 1992) ao executar o Plano Real. A medida foi gestada por quase um ano por um grupo de economistas e colocado a cabo pelo sociólogo Fernando Henrique Cardoso, indicado por Itamar para o Ministério da Fazenda.

O plano garantiu a normalização da atividade econômica e permitiria, e nos anos seguintes, a retomada do desenvolvimento econômico e social do Brasil. Esta conquista sempre foi até o fim da vida o seu maior motivo de orgulho. 

De O Globo.com

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Como funcionam as telas de LCD, LCD de LED e Plasma

Como funcionam as telas de LCD, LCD de LED e PlasmaConheça de maneira detalhada o processo de funcionamento das telas de LCD e Plasma desde o momento em que você liga a TV até a formação da imagem a que você assiste.

Telas de Plasma, painéis de LCD ou TVs de LCD com painel de LED. Há pouco menos de dez anos, palavras como essas faziam parte do vocabulário de poucas pessoas. Hoje, no entanto, elas se transformaram em sinônimo de sonho de consumo para muitas pessoas que conversam abertamente sobre as suas vantagens e desvantagens.

Mas você nunca se perguntou como esses aparelhos funcionam? O que difere uma tecnologia de outra e faz com que uma tela de Plasma, por exemplo, apresente maior contraste em relação a outras tecnologias? O que exatamente acontece dentro do aparelho a partir do momento em que você liga a energia até o momento em que a imagem se forma e chega até você? Prepare-se para viajar por dentro das televisões e conhecer a tecnologia por trás das imagens a que você assiste.

LCD versus Plasma: uma antiga discussão


Telas de cristal líquido. É praticamente impossível não encontrar em sua casa ao menos um aparelho com um display ou visor com essa tecnologia. As telas de cristal líquido não estão presentes apenas nos aparelhos de TV, mas também em celulares, relógios, monitores, calculadoras e tudo o mais que necessite de um mostrador.

As vantagens dos displays LCD em relação aos já quase extintos monitores CRT são inúmeras. A mais perceptível de todas elas é no tamanho. Mesmo no início do desenvolvimento da tecnologia, raramente um painel de LCD ultrapassava os 3,5 cm de profundidade, enquanto as televisões convencionais se apresentavam em caixas enormes e pesadas.

Se comparadas com as telas de Plasma, os modelos mais avançados podem apresentar um consumo até 60% menor de energia. No processo não há emissão de nenhum tipo de onda eletromagnética prejudicial à saúde e a durabilidade média pode chegar as 60 mil horas de uso – o equivalente a 2,5 mil dias ou pouco mais de seis anos de funcionamento constante.



Mesmo com tantos pontos positivos, as telas de LCD também apresentam desvantagens, em especial se comparadas com as telas de Plasma. Ângulo de visão, tempo de resposta e contraste são elementos que, mesmo com o avanço tecnológico, ainda podem ser facilmente superados numa concorrência direta com o funcionamento das telas de Plasma.

Pelas suas características de funcionamento que resultam em um maior contraste e, consequentemente, uma melhor percepção de imagem por parte do usuário, as telas de Plasma são a principal escolha dos aficionados por telas imensas e alto nível de detalhes.

Para entendermos de maneira clara por que uma tecnologia apresenta determinados pontos positivos ou negativos em relação à outra, é preciso compreender como se dá a formação da imagem em cada uma delas. E é justamente isso que você vai aprender neste artigo. Depois disso, com certeza ficará bem mais fácil escolher qual dos modelos mais se adapta as suas necessidades.

Primeiro passo: a televisão recebe os sinais de vídeo

Quando o cinema foi apresentado ao mundo pela primeira vez, muitas imaginaram que aquelas imagens em movimento exibidas em uma tela não passavam de truques de bruxaria. Até então, ninguém havia visto nada parecido e compreender conceitos tão abstratos como uma “cópia do mundo real” era uma tarefa bastante complicada.

Hoje em dia certamente ninguém mais imagina que exista algum tipo de magia negra em ação para que um aparelho de TV funcione. No entanto, nem por isso compreender o conceito de formação de uma imagem é uma tarefa fácil para quem não trabalha em áreas relacionadas à tecnologia ou mesmo não possui tanta afinidade com o tema.

O processo todo começa quando um sinal de vídeo é enviado para o aparelho. Ele chega até ele por meio de um cabo externo, que pode ser VGA, HDMI, AVI, DVI ou qualquer outro dispositivo que permita a transmissão de dados de um meio para a TV.



Embora todos tenham a mesma função, a maneira como isso acontece é que faz com que alguns cabos sejam mais adequados do que outros para determinado tipo de transmissão. Os dois principais fatores a serem levados em consideração, nesse quesito, são velocidade de transmissão e quantidade de dados.

Quanto mais moderno for o cabo, maior será o número de informações transmitidas por segundo. Da mesma forma, o processo ocorre mais rápido de acordo com o cabo utilizado. Isso acaba resultando, no final do processo, na possibilidade de envio e recebimento de imagens de maior qualidade.

É justamente por esse motivo, por exemplo, que os cabos HDMI são os mais indicados para transmissão de dados de um Blu-ray Player para a TV. Ele consegue transferir um maior número de dados e de maneira mais rápida do que um cabo AVI ou DVI. Por isso, lembre-se de checar quais são as conexões disponíveis em um aparelho antes de comprar um produto.

Segundo passo: decodificando o sinal e enviando para a tela

O sinal de vídeo acabou de chegar pelo cabo. Você não vê, mas internamente a ponta do cabo em questão está conectada a uma placa decodificadora, uma espécie de placa de vídeo. Ela é a responsável por “ler” os sinais de vídeo recebidos, interpretá-los e enviá-los para a tela em forma de pontos coloridos. Esses pontos coloridos, também conhecidos como pixels, é que serão os responsáveis por compor um quadro de imagem.

As especificações de uma placa de TV são secundárias e dificilmente você verá indicado em algum manual de instruções ou descritivo de produto qual é o modelo de placa utilizado. No entanto, isso não significa que ela seja menos importante, muito pelo contrário.

A qualidade de uma placa pode ser avaliada de acordo com a velocidade de decodificação dos dados e a qualidade final apresentada. Nesse quesito, itens como tempo de resposta e possibilidades de contraste e brilho são os melhores indicadores de desempenho.

Quanto menor for o tempo de resposta, menos tempo a placa decodificadora leva para interpretar os sinais recebidos e transformá-los em informações de pontos de cor. Da mesma forma, opções de configuração de contraste e brilho são determinadas pela intensidade com que uma informação é enviada para a tela.

Um exemplo: um ponto branco com brilho em 100% é diferente de um ponto branco com brilho em 20%. A capacidade de enviar à tela dezenas de opções de percentual de branco, ou qualquer outra cor, de maneira precisa, determina um nível de qualidade superior ou inferior de um aparelho.

É importante ressaltar que elementos como contraste e brilho sofrem influência também da maneira como os pixels são formados na tela, diferindo nas telas de LCD e Plasma. Ou seja, os sinais enviados por uma placa para uma tela de LCD e Plasma, ainda que sejam iguais, podem apresentar resultados diferentes. Falaremos mais sobre isso logo adiante.

Terceiro passo: composição dos pixels

Uma tela de TV, não importa se de Plasma, LED ou LCD, é composta por pixels. Os pixels são pequenos pontos de imagem que, somados, compõem um quadro inteiro, formando uma imagem. Para você entender melhor como eles funcionam, vamos tomar como exemplo uma tela de TV com resolução Full HD - 1920x1080 pixels.

Imagine a tela do seu televisor dividida em pequenos quadrados, formando linhas e colunas. O primeiro número, 1920, corresponde ao número de linhas em que a tela será dividida. Já o segundo, 1080, corresponde ao número de colunas.

Dessa forma você pode imaginar milhões de quadrados lado a lado para formar uma imagem. Para ser mais exato, em nosso exemplo da tela com resolução Full HD são exatos 2.073.600 quadrados de cor, ou pixels, para formar um quadro de imagem.



Ou seja, quando a placa recebe um sinal de vídeo, ela envia 2.073.600 informações diferentes para a tela, uma para cada ponto específico. Para você ter uma ideia da velocidade de processamento dessas informações é só ficar atento ao quesito frequência.

Uma televisão com frequência de 120 Hz, por exemplo, exibe 120 quadros diferentes de imagem por segundo. Isso significa mais de 248 milhões de informações de dados para pixels por segundo, números que realmente impressionam, não é mesmo?

Cada pixel exibe de maneira independente uma cor. Quando a resolução é menor a tela é composta por menos pixels e, consequentemente, a qualidade de imagem é menor. O que acontece é que os pequenos quadrados ficam maiores e o usuário começa a perceber de maneira consciente que a imagem é feita de quadrados.




Para ilustrar esse processo, basta olhar uma fotografia em baixa resolução. Pegue uma imagem qualquer e aplique sobre ela o maior zoom possível. Repare que à medida que você amplia a imagem os pixels se tornam mais perceptíveis, dando a impressão de queda de qualidade na fotografia.

Se você entendeu esse passo, então já está apto a observar nos aparelhos de TV os itens frequência e resolução. Quanto maior for a frequência de uma TV, maior será a quantidade de imagens exibidas em um único segundo. Já a resolução determina a quantidade de pixels que compõem uma imagem. Quanto maior a resolução, maior a qualidade de imagem.

Você pode estar se perguntando: e como funciona o processo durante um upscale ou quando a imagem da fonte é de menor qualidade do que a tela pode oferecer? O procedimento de recebimento de dados e leitura é o mesmo, o que muda é a projeção.

O upscale funciona como uma espécie de preenchimento inteligente. Ele interpreta quais são os pixels que não receberam informações de cor e, baseado nos pixels mais próximos, preenche o espaço com pixels aproximados, minimizando a percepção do usuário e apresentando um resultado final de maior qualidade.

O processo funciona muito bem e deixa as imagens finais com uma qualidade superior à fonte original. No entanto, por razões óbvias, o upscale tem uma qualidade inferior à de uma fonte em alta resolução, já que em vez de pixels aproximados temos pixels originais com suas variações de cores específicas.

Quarto passo: formação de cor nos pixels

Os três primeiros passos que apresentamos funcionam da mesma maneira em qualquer tipo de tela. O recebimento de dados, a decodificação e a formação da imagem por pixels é um processo idêntico tanto nas TVs de Plasma, LCD e LED.

O que diferencia a qualidade de uma para outra é a maneira como esses dados de cor são exibidos. E, para entendermos as diferenças entre eles, é preciso conhecer de maneira detalhada como é o processo de formação de um pixel, nos três tipos de tela.

Telas de Plasma
O processo de formação de imagem em uma tela de Plasma é um dos grandes responsáveis pela sua alta taxa de contraste e, por isso mesmo, talvez seja o maior diferencial do produto em relação às telas de LCD e LED. E se você fica se perguntando como é possível que um líquido seja responsável pela formação de imagem, perceberá nesta explicação que o funcionamento é bem mais complexo do que você poderia presumir.

Em uma TV de Plasma, a tela que você visualiza é, na verdade, um composto com duas finas placas de vidro. Entre essas placas existem uma série de eletrodos que recebem os sinais de vídeo decodificados e os exibem de maneira precisa.

Para que os eletrodos sejam ativados e exibam as cores corretas eles necessitam de Plasma, uma substância que não está disposta dentro da tela em estado permanente. Sim, é isso mesmo. A sua TV de Plasma, quando está desligada, não possui plasma.

A transformação acontece dentro de cada um dos pixels. Cada pequeno quadrado é subdividido em três partes. Cada uma das partes representa uma cor do perfil RGB, sendo R o vermelho, G o verde e B o azul. Todas as cores que você visualiza na tela são formadas a partir de uma combinação entre essas três cores primárias.

Cada uma dessas três partes dentro do pixel é composta pelo elemento químico fósforo. Essa substância tem como característica o fato de emitir luz quando bombardeada por raios ultravioleta. A combinação das cores e a luz emitida formam um ponto de imagem.

Para que essa emissão de luz seja possível é preciso levar em consideração que, além de fósforo, outros dois elementos químicos compõem cada subpixel: o xenônio (Xe) e o neônio (Ne). Todos eles estão dispostos ali em estado gasoso.

Quando um impulso elétrico de aproximadamente 300 volts é exercido sobre todas essas substâncias, elas se misturam e se transformam em uma espécie de líquido. Esse líquido é chamado de Plasma. A descarga acontece em uma fração de segundos e, após a corrente elétrica, o Plasma se torna estável outra vez, voltando à forma gasosa.

A transformação dos gases em líquido e, posteriormente, a transformação do líquido em gás faz com que os eletrodos liberem energia. Essa energia é liberada em forma de raios ultravioletas, os elementos necessários para emissão de luz e consequente formação das três cores primárias.

São os raios ultravioletas que agitam o subpixel, fazendo com que ele emita luz na cor específica que está programado para fazer. A intensidade de cada uma das cores, combinadas, forma uma cor única. Um único pixel pode reproduzir um espectro de até 549 milhões de cores.

Descrevendo assim, passo a passo, parece algo demorado e trabalhoso, não é mesmo? No entanto, imagine que em um aparelho de TV de 120 Hz, esse processo que acontece dentro de cada pixel é repetido cerca de 120 vezes por segundo.

Em nosso exemplo da tela com resolução Full HD, é a combinação do processo individual ocorrido em cada um dos 2.073.600 pixels que formará um quadro de imagem. O conjunto de quadros de imagem, exibidos sucessivamente, dará ao espectador a impressão de movimento, formando o vídeo da maneira como nos acostumamos a ver.

Telas de LCD
Em linhas gerais, o processo de formação de uma imagem nas telas de LCD é o mesmo. Há o envio de um sinal de imagem decodificado para os pixels que, a partir de uma matriz RGB, formam todo o espectro de cores que podemos visualizar na tela.

Para entendermos o funcionamento das telas de LCD, precisamos entender o que é o cristal líquido, elemento fundamental na composição do produto. A exemplo da tela de Plasma, na LCD duas finas chapas de vidro são colocadas lado a lado. Entre elas o espaço é preenchido com uma solução de cristal líquido.

O tipo de líquido utilizado na fabricação desses produtos é bastante específico e tem como finalidade funcionar como uma espécie de cortina, permitindo ou não e regulando a maneira com que a luz é difundida através dele.

Estamos acostumados a conhecer substâncias nos estados sólido, líquido e gasoso, certo? Porém, o cristal líquido utilizado nas telas pode ser considerado sólido e líquido ao mesmo tempo. Parece confuso, não é mesmo? Mas a explicação é simples.

A substância é capaz de manter as suas moléculas com características dos dois estados ao mesmo tempo, fazendo com que ela se comporte de diferentes maneiras sob as mesmas circunstâncias, embora aparente uma forma líquida.

O fenômeno de formação de uma imagem começa também quando um impulso elétrico é aplicado sobre cada um dos pixels compostos por cristais líquidos. Ao mesmo tempo, uma luz não polarizada é emitida ao fundo do painel.

A luz, ao passar pelo líquido, é polarizada, podendo ser percebida como diversas cores distintas. Para ilustrar bem esse quesito basta você se lembrar da formação de um arco-íris. A luz do Sol quando incide sobre as gotas de chuva experimenta um processo chamado de refração.

Esse fenômeno nada mais é do que a dispersão que a luz sofre ao atravessar uma gota d’água. Ou seja, ela chega com uma intensidade e, dentro da gota, modifica a sua percepção, saindo do outro lado com um aspecto distinto.

Na natureza não há controle dessa variação e por isso, você vê um arco-íris com múltiplas cores, nem todas com a mesma intensidade, brilho e nitidez em todos os pontos do céu. Dentro da tela, os impulsos elétricos são os responsáveis pelo controle de cor.



1. Filtro vertical em película polariza a luz quando ela entra.
2. Substrato de vidro com eletrodos de ITO. As formas desses eletrodos vão determinar o que aparece na TV quando ela está ligada. Cristas verticais são gravados na superfície juntamente com os cristais líquidos, em consonância com a luz polarizada.
3. Cristal líquido.
4. Substrato de vidro com película de eletrodo comum ITO com sulcos horizontais para se alinhar com o filtro horizontal.
5. Filtro horizontal em película para bloquear ou permitir a passagem da luz.
6. Superfície refletora para enviar a luz de volta ao telespectador.

Quando a luz de fundo é emitida, ela atravessa a camada de cristais líquidos e modifica a sua percepção. Uma corrente elétrica agita as moléculas de cristal, fazendo com que determinadas partes sejam obstruídas e outras passem por uma angulação diferente.

Cada angulação corresponde a uma cor. Dessa forma, combinando os dados recebidos da placa de vídeo com a refração de uma luz de fundo através do cristal líquido, o resultado é um ponto de cor específico que surge dentro de cada pixel.

A projeção dessa cor nascida em meio aos cristais líquidos é que vai condicionar a cor exibida por um pequeno tubo fluorescente. Para garantir que o pixel seja integralmente preenchido com a mesma cor um painel branco de difusão se encarrega de tronar a cor uniforme.

Esse processo acontece dezenas de vezes por segundo em cada pixel, de acordo com a frequência do aparelho. O resultado de todos os pixels somados forma um quadro de imagem e, os quadros de imagens exibidos seguidamente criam a impressão de movimento.

A composição da cor nos painéis de LCD explica por que as telas de Plasma apresentam um nível de contraste superior. O processo de formação de imagem nas telas de Plasma é, em linhas gerais, químico e proporciona mais precisão do que o processo nas telas de LCD, que é ótico.

Telas de LED
Se analisarmos única e exclusivamente o processo de formação de cor nas telas de LED, veremos que ele não difere em nada das telas convencionais de LCD. A diferença fica por conta de um reforço que auxilia o processo a exibir cores mais intensas e precisas.

Tecnicamente, toda vez que nos referimos à “tela de LED” estamos falando de uma tela de LCD com painel de LED. O termo “tela de LED” se tornou popular comercialmente para diferenciar um modelo de outro, mas na prática ambos têm a mesma essência.

O sinal de vídeo decodificado é enviado para a tela. Cada pixel recebe uma informação e a luz de fundo, atravessando o cristal líquido, é polarizada formando um ponto de cor. A grande diferença fica por conta de um auxílio de precisão de cor sobreposto à luz emitida.

Explicando: se nas telas de LCD uma luz comum é enviada para atravessar os cristais líquidos e formar um ponto de cor do outro lado, aqui um painel de LEDs reforça a formação da cor. Assim, temos por trás de cada pixel, três minúsculos LEDs nas cores primárias que formam o RGB.

Alguns aparelhos mais modernos chegam a ter quatro pontos de luz. Além do RGB, um segundo ponto vermelho reforça a intensidade de cor. O resultado é exatamente o diferencial que as telas de LED têm em relação às LCDs convencionais: maior brilho, nitidez, contraste e quantidade de cores.

Desvendando um fenômeno: o efeito burn-in

Um dos eventos relacionados às telas de Plasma com muita frequência é o efeito burn-in. Ele acontece quando a tela exibe por um tempo contínuo uma mesma imagem estática. Ao desligar a TV, é possível perceber uma espécie de “mancha”, marcando a tela.

Esse fenômeno não é uma exclusividade das telas de Plasma e pode ocorrer também em LCDs e LEDs. Atualmente, os novos produtos lançados no mercado atenuam significativamente esse efeito, mas isso não significa que você esteja 100% livre dele.

A exibição de uma imagem estática de maneira continua faz com que o fósforo presente na composição das telas de Plasma assuma uma forma modular permanente. Em outras palavras, é como se ele “queimasse” o pixel, comprometendo a capacidade dele de se agitar e formar novas cores.

Nas telas de LCD e LED, como o processo químico é menos intenso, a probabilidade do burn-in ocorrer é remota, mas não está descartada. Fenômenos similares como a “queima” de pixels, que pode ocorrer quando o aparelho extrapola a sua vida útil, fazem com que o risco exista. No entanto, fique tranquilo, já que é pouco provável que isso aconteça.

O futuro: a formação de imagem em uma TV 3D

Pesquisas encomendadas por alguns dos principais fabricantes de TV apontam que, até 2015, pelo menos 70% dos aparelhos comercializados no mercado terão suporte para tecnologia 3D. A indústria presume que essa característica em breve será tão essencial quanto uma saída HDMI ou uma alta taxa de contraste.

Sendo assim, vale mencionar também como é o processo de formação de imagem em uma TV 3D. A resposta é simples e rápida e vale para todos os tipos de tela: a formação de imagem é idêntica. à que ocorre nas TVs de LCD, LCD de LED e Plasma. A diferença fica por conta do simples que fato que não apenas uma imagem é formada, e sim duas.



Essas duas imagens distintas, porém complementares, são entrelaçadas, sincronizadas e projetadas de forma que uma dê a impressão de estar sobreposta à outra. Essa sobreposição dá a sensação de volume e profundidade de campo, efeito que é potencializado com os óculos 3D. Assim, você olha para duas imagens, mas tem a nítida sensação de estar vendo apenas uma, mais próxima da sua visão.

Eu não sabia, mas agora eu sei!

Entender o funcionamento de um aparelho de televisão, além de saciar a curiosidade de muitas pessoas, é a melhor maneira de descobrir os porquês e as razões de cada uma das especificações técnicas que acompanham o produto em um manual de instruções.

Quando você conhece o processo fica muito mais fácil apontar quais são pontos positivos e negativos de uma tecnologia em relação à outra. Isso não significa, de forma alguma, que um desses tipos de tela seja melhor do que outro. Pelo contrário.

A diversidade de tecnologias existe para que você possa escolher qual das opções mais se adapta àquilo que você espera de uma televisão. Nem todos os usuários são exigentes a ponto de se frustrarem por uma paleta de cores menos nítida ou um aparelho com menos opções de controle de cor.



Sendo assim, o objetivo deste artigo é explicar de maneira clara e didática como funciona um aparelho de TV e de que maneira a formação de cores e as tecnologias empregadas no processo influenciam nas características técnicas que você está acostumado a pesquisar.

Obviamente durante os processos existem outras ações secundárias que acontecem contribuindo para o resultado final de imagem. Esses outros processos são elementos que não vem ao caso nesta explicação, mas nem por isso deixam de ter a sua importância durante o funcionamento do aparelho.

Fonte : http://www.baixaki.com.br/info/5534-como-funcionam-as-telas-de-lcd-lcd-de-led-e-plasma.htm

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quanto pode faturar um mendigo ?

Você já parou pra pensar quanto um Mendigo pode faturar por mês em um sinal? Eles podem ter uma vida muito melhor que a sua. Um sinal de trânsito muda de estado em média a cada 30 segundos (trinta segundos no vermelho e trinta no verde). Então, a cada minuto um mendigo tem 30 segundos para faturar pelo menos R$ 0,25, o que numa hora dará:
60 x 0,25 = R$15,00 por hora

Se ele trabalhar 8 horas por dia,
15 x 8 = R$120,00 por dia
25 dias por mês, num mês terá faturado:
25 x 120 = R$ 3.000,00
Pior que em alguns lugares um mendigo pode faturar até R$0,50 por sinal de trânsito, e com isso ele pode ter uma renda de R$6,000, vai me dizer que não é mais fácil ser um mendigo do que um empregado de uma empresa?

Na próxima vez que for dar uma esmola, pense 2x antes de dar, pois ele pode estar ganhando mais que você!

A casa caiu… kkkkkk

Uma mulher descobre o caso da sua “melhor amiga” com o seu marido. Durante 5 anos, CINCO ANOS, eles se trocavam e-mails e se encontravam nas “escuras”. Mas, como toda boa história cai nas mãos de quem não deve, a mulher descobriu toda a bagaça, imprimiu todas as conversas, chamou a “amiga” para conversar e deixou uma câmera gravando.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Loucura, muito legal…

terça-feira, 22 de junho de 2010

domingo, 9 de maio de 2010

quinta-feira, 29 de abril de 2010